quarta-feira, 19 de junho de 2019

[ Review / Resenha ] AMON AMARTH - BERSERKER

Capa do "Berserker", 11º álbum da banda sueca Amon Amarth. 

Você não pode falar sobre viking metal e death metal melódico sem falar do Amon Amarth. Por mais de duas décadas os talentosos suecos vêm lançando discos de alta qualidade. Amon Amarth não tem sido apenas uma banda consistente dentro da ampla cena melódica do death metal, mas também um verdadeiro bando de bardos modernos que de maneira abrangente e poética lançaram belíssimos relatos musicais sobre a tradição e a história escandinava.

 Atualmente, com onze álbuns em sua carreira, Amon Amarth é uma banda que está sempre mantendo uma lealdade firme ao nicho estilístico adotado, mas vendo seu som evoluindo em passos graduais, ampliando os limites do que é possível para uma banda de death metal. Amon Amarth é agora uma das maiores bandas de metal e eles conseguiram isso entregando um produto de death metal melódico sobre vikings quase completamente inalterado desde o debult “Once Sent From The Golden Hall”. Os críticos argumentam que “se você ouviu um álbum deles é como se você tivesse ouvido toda a sua discografia”. Essa não é uma afirmação injusta, porém não muito precisa e que a meu ver é irrelevante. O som da banda é “o mesmo” desde 1998 (dois guitarristas tocam harmonias de riffs duplos que ressoam com a bateria de Joakim Wallgren e o baixo de Ted Lundström, completado pelos vocais de Johan Hegg dando seus melhores gritos  e rosnados), no entanto, a cada novo álbum eles conseguem de alguma maneira lidar com novos territórios líricos, lançando músicas de um death metal melódico genial, com suas letras sobre Vikings. Se a música é boa, manter a fórmula é bom para mim. E se a banda evolui a estética de suas músicas em passos graduais, com ‘Berserker’ eles demonstraram um pouco mais de ousadia


Após o bem-sucedido “Jomsviking”, os vikings suecos atacam novamente com seu décimo primeiro trabalho de estúdio intitulado ‘Berserker’, um dos lançamentos de metal mais esperados do ano.  E se um novo disco do Amon Amarth sempre gera em seus ouvintes a expectativa do mais revigorante death metal viking, nesse sentido, ‘Berserker’ faz jus às expectativas.

Com quase uma hora de duração, Berserker é o maior disco da banda, em uma média de cerca de 13 minutos. Este disco marca a estreia oficial do baterista chileno Jocke Wallgren, que se juntou à banda para a turnê anterior.


Já no início encontramos ótimas músicas que empolgam, mas o álbum perde folego para se recuperar no final. Enquanto músicas como “Fafnir's Gold”, ‘Crack The Sky”, “Mjölnir, Hammer of Thor”, 'Shield Wall', “Valkiria” e “Raven's Flight” são possíveis clássicos do Amon Amarth e que fazem o sangue ferver, “Ironside” e “The Berserker at Stamford Bridge” fazem o álbum perder o gás. Recuperando o folego no final, o álbum contém três das melhores músicas do disco, “When Once Again We Can Set Our Sails”, “Wings of Eagles” e “Into the Dark”. Essas três faixas provavelmente receberão muito menos atenção porque muitos ouvintes poderão desistir do álbum, desestimulados pelas faixas anteriormente citadas (em especial ‘Ironside’ que realmente não entrou no meu gosto), o que é uma pena pois esse trio é realmente muito bom.

1. Fafner's Gold
Na mitologia nórdica, Fafnir e seu irmão Regin eram filhos do rei anão Hreidmar e, quando o pai morreu, morto pelos dois, o primeiro roubou o tesouro e o anel de Andvari. Depois de ser afetado pela maldição do anel, Fafnir tornou-se um dragão, símbolo da ganância da mitologia do norte. Regin então pediu a seu filho Sigurd (ou Sigmund) para matar seu tio com a espada Gramm, e ele ganhou poderes não naturais depois que ele se banhou no sangue do dragão. Uma vez descoberto que seu pai também queria matá-lo (para não compartilhar a herança de Hreidmar), Sigurd decapitou Regin e escondeu o anel em algum lugar seguro. A música é sobre a missão de matar Fáfnir, e o título refere-se ao seu tesouro de ouro que ele mantém. Essa história é frequentemente citada como uma das principais influências para ‘O Hobbit’ de Tolkien.

Ainda que não seja uma característica da banda usar guitarras acústicas, a música de abertura ‘Fafner's Gold’ começa com uma introdução acústica, um recurso quase inédito no catálogo de Amon Amarth (indicando imediatamente aos ouvintes que isso não será como qualquer outro disco), uma espécie de “reinterpretação viking metal” da introdução da clássica ‘Battery’, primeira faixa do álbum ‘Master Of Puppets’ do Metallica. A música inicia solenemente tocada com um violão que cria uma atmosfera épica, que posteriormente culmina com uma explosão de riffs típicos do deth metal melódico e os rosnados únicos de Johan Hegg. É uma das faixas mais rápidas no disco. A música segue cuidadosamente a receita que fez a banda ser tão bem-sucedida e que ainda funciona perfeitamente, tornando ‘Fafner's Gold’ um clássico instantâneo.

2. Crack The Sky
A música conta a história de como os povos nórdicos pensavam em raios e trovões. Eles acreditavam que quando as tempestades ocorriam pelo céu, era Thor (o Deus do Trovão na mitologia nórdica) em sua carruagem puxado por Tanngrisnr e Tanngnjost (os dois bodes que puxavam a carruagem de Thor) que estava correndo para derrotar o Jotunnr (em português “gigantes”,  uma raça mitológica com força sobre-humana e que sempre se manifestavam em oposição aos deuses). O raio foi o Mjöllnir (martelo de Thor) sendo lançado, e o trovão era o som de Mjollnir atingindo seu alvo.

'Crack the Sky' soa como uma mistura de Mastodon com power metal. É uma música com muitos riffs, todos carregados com muito groove (o riff de abertura nos faz lembrar do clássico “The Pursuit of Vikings”). No geral são riffs que ficarão preso na sua cabeça por dias e provocarão uma sensação rítmica incrível que fará você bater cabeça. Estruturalmente falando, a música parece um tanto plana e repetitiva para o meu gosto, mas ainda é sólida como uma rocha.


3. Mjölner, Hammer Of Thor
Na mitologia nórdica, Mjølner (em português: aquilo que esmaga) refere-se ao martelo do deus Thor, um deus filho do principal deus nórdico Odin (Pai de todos) associado com o trovão. Talhado de forma bem característica, o instrumento é representado como uma das armas mais temíveis, capaz de aplanar montanhas. Svartálfar (ou “elfos negros” são seres sobre-humanos, conhecidos como residentes do mundo subterrâneo de Svartalfheim), Sindri e Brokk (dois irmãos da raça dos anões) produziram o Mjølner por ordem de Loki (deus da trapaça e da travessura, que também está ligado à magia e que pode assumir a forma que quiser). Mjølner teria sido criado pelos filhos de Ivaldi (os filhos de Ivaldi são três anões, cujo nomes são desconhecidos) numa aposta contra o deus Loki. Na mitologia nórdica os trovões seriam Thor usando seu martelo (sendo esse o motivo de ele ser chamado de deus do trovão). O Mjölnir é tão pesado que só Thor, com sua força gigantesca e usando o cinto Megingjard consegue levantá-lo. O martelo também é o símbolo da força para os nórdicos, e se acredita que quem carrega um consigo terá força e boa sorte. Por isso, era costume entre os atiradores de martelos levar um pingente na forma do Mjølner para as competições e batalhas, acreditando que Thor iria ajudá-los.

Começando com a batida de uma bigorna, essa música de 4min42s nos mostra tudo que a banda tem melhor: temas líricos impressionantes, música incrível e vocais incríveis. Com 'Mjolner, Hammer of Thor', eles exploram um som mais próximo do heavy metal tradicional, com melodias e ritmo contagiantes do começo ao fim, além de um ótimo trabalho de guitarra de Olavi Mikkonen e Johan Söderberg. Um hino massivamente cativante com seu ataque de guitarra dupla, soando como uma música do Iron Maiden, embora com os vocais que são marca registrada do Amon Amarth. 'Mjolner, Hammer of Thor' é uma faixa emocionante, onde notamos um equilíbrio incrível na composição que permite que a música seja ao mesmo tempo brutal e cativante. Esta é a fórmula que deu à banda tanto sucesso e eles a aperfeiçoaram. Uma das melhores música do álbum


4. Shield Wall
A letra é sobre o companheirismo e o trabalho em equipe usados pelos vikings na formação de uma parede de escudos. Em geral, uma parede de escudos era feita por soldados que estavam em formação ombro a ombro, segurando seus respectivos escudos de modo que se aproximassem ou se sobrepusessem. Cada soldado se beneficia da proteção do próprio escudo, bem como dos escudos de seus vizinhos.

Temos a impressão de que 'Shield Wall' foi feita de maneira pensada para que seus ouvintes se sentissem estingados a bater cabeça durante os shows. Incluindo interessantes mudanças de intensidade através do seu desenvolvimento, uma bateria que nos prepara para uma batalha, o baixo esmagador, os riffs sanguinários e o refrão forte, 'Shield Wall' fará os metaleiros suados enlouquecerem nos shows e fará com que os seus gritos saiam mais alto de seus pulmões.  Resumindo, essa música é uma amostra clara e honesta do porquê essa banda ser tão popular entre nós.


5. Valkyria
A palavra valquíria é composta de duas palavras: o substantivo valr (referindo-se ao morto no campo de batalha) e o verbo kjósa (que significa “escolher”). Juntos eles significam 'escolha dos mortos'. Na mitologia nórdica, uma valquíria é uma das inúmeras figuras femininas que escolhem aqueles que podem morrer em batalha e aqueles que podem viver. Selecionando metade dos que morreram em batalha (a outra metade vai para o campo de pós-vida da deusa Freyja, Fólkvangr), as valquírias trazem seus escolhidos para o salão da vida, em Valhalla.

A canção 'Valkyria' é um hino de batalha completo e uma das sérias candidatas a se tornar um “clássico” na vencedora e rica discografia do Amon Amarth. Do ponto de vista instrumental se destaca como uma das partes mais inspiradas do álbum, incluindo uma entrega épica de tensão em seu ótimo trabalho de guitarra, uma bateria forte e marcante, interessantes arranjos de baixo e um dramático piano. Uma música impecável, perfeita em todos os sentidos.

6. Raven's Flight
 A música fala sobre a guerra entre o exército do rei Aelle (o rancoroso e vingativo rei da Nortúmbria) e o exército Viking, guiado pelos filhos de Ragnar Lothbrok, que estão procurando vingança pela morte de seu pai.

'Raven's Flight' foi o primeiro single de “Berserker” e nos deu uma boa ideia do que poderíamos esperar deste lançamento: uma mistura perfeita entre técnica, brutalidade e melodia, apresentando um festival de guitarras inspiradas no Iron Maiden. Nela encontramos Johan Hegg entregando uma das linhas vocais mais cativantes do álbum. É improvável que depois de algumas audições você ouça a música e não goste dela. ‘Raven's Flight’ é um petardo que merece a sua atenção.


7. Ironside
Essa música é sobre o lendário Bjorn Ironside. Supostamente o filho do famoso rei viking Ragnar Lothbrok, essa música é toda sobre sua lenda. Não se sabe se Bjorn Ironside era filho de Ragnar, mas ele foi o primeiro governante da dinastia Munso.
A música começa com notas suaves e com uma introdução folclórica de guitarras limpas, para em seguida se converter em um peso caótico. Mesmo diante da mudança, “Ironside” segue uma estrutura igualmente simples, com um incomodo Johan Hegg cantando em cima dos riffs. Em um dado momento ouvimos brevemente os vocais limpos do Johan, mas o resultado não ficou muito bom, isso só prova que ele deveria ficar somente com os vocais guturais. A meu ver, claramente o ponto mais baixo e menos inspirado do álbum.


8. The Berserker At Stamford Bridge
Os berserkers foram guerreiros nórdicos ferozes que estão relacionado a um culto específico ao deus Odin. O deus superior Odin e o deus da guerra Tyr escolheram os guerreiros mais corajosos em batalhas humanas para possuírem e imbuírem, apelidando-os de Berserker. Antes de qualquer batalha eles despertavam em uma fúria incontrolável. E a música é sobre quando o exército inglês de 15.000 homens desceu sobre as forças invasoras Vikings que contava com cerca de 3.000 homens. Os vikings tiveram que recuar sobre a Ponte Stamford, mas os ingleses estavam muito próximos. Para evitar que os ingleses cruzassem a ponte, eles enviaram um berserker sem nome conhecido que portava apenas um machado dinamarquês. O berserker fez isso para permitir que os exércitos vikings tivessem tempo suficiente para recuar e estabelecerem nova posição de batalha. O valente berserker foi finalmente derrubado, mas não sem antes derrubar outros 40 ou 70 ingleses.

Com essa canção a banda desacelera um pouco o ritmo do álbum. A música apresenta um tom mais introspectivo. 'The Berserker em Stamford Bridge’ está longe de ser uma música ruim, é boa, mas tão pouco se apresenta como uma das melhores desse álbum cheio de músicas excelentes. (edit: ela melhora no decorrer das audições).

9. When Once Again We Can Set Our Sails
'When Once Again We Can Set Our Sails é outra faixa épica. Uma música muito bem elaborado que você vai adorar desde a primeira audição. A música é um pouco mais veloz, mas ainda bastante leve e que se move em um ritmo agradável, contando ainda com um excelente refrão.  Ela é cheia de emoção crua. Os vocais, a guitarra, o baixo e a bateria se juntam tão maravilhosamente que não posso deixar de sentir arrepios seguidos de mais arrepios quando ouço isso. Visões de navios vikings enchem minha mente enquanto a voz trovejante de Johan Hegg nos lembra de tudo que os vikings viviam, navegando em mar aberto em busca de glória e bens, enquanto seguiam seu objetivo final de alcançar Valhalla.

Ela possui um maravilhoso efeito de guitarra “maideniana”, com ótima melodia e com bons solos. Temos aqui um dos riffs mais irresistíveis do álbum, que é tão viciante quanto memorável. Ainda que não seja necessariamente o estilo típico Amon Amarth, os ótimos riffs e as belas melodias se encaixam muito bem na composição, ajudando a manter o ritmo do álbum. Enfim, uma faixa dominada pelo trabalho de guitarra melódico e pelos vocais épicos. Minha faixa favorita do álbum e um provável hino da banda.

10. Skoll And Hati
Skoll e Hati se baseiam nos lobos cósmicos que dizem manter o sol e a lua em movimento ao redor da Terra (representação que os escandinavos da era nórdica têm para entender a sucessão do dia para a noite e do dia a dia), e a recuperação deles e a ingestão do Sol sinalizarão o começo do fim, Ragnarok!

Nas faixas finais do álbum o peso começa a subir novamente. E “Skoll and Hati” é uma faixa rápida e furiosa, com algumas guitarras muito fortes, apresentando riffs inspirados no thrash metal, uma bateria frenética e vertiginosa, além de vocais intensos. Ainda que seja uma música em alta velocidade, ela apresente uma queda de ritmo no meio da composição, seguida de uma ascendência fluida no trabalho de guitarra, nos submergindo em uma melodia que é absolutamente envolvente, mesmo em meio a todo o sangue e trovão que nos rodeia. Esse tipo de faixa rápida e agressiva, mas que ainda tem algumas melodias incríveis, é justamente onde a banda mais se destaca. Estamos diante de uma música com um estilo mais surrado, mas sem perder a essência dos sons de Amon Amarth.  Tomara que toquem ao vivo, pois dará um ótimo mosh pit.

11. Wings Of Eagles
A música fala sobre a saga islandesa medieval ‘Grœnlendinga saga’ (literalmente: Saga dos Groenlandeses). Se trata de uma narração da descoberta e colonização da Groenlândia e da América do Norte pelos escandinavos nos séculos X e XI, provavelmente escrita na Islândia no século XIII.

Aproximando-se do final do álbum, os guerreiros nórdicos nos atacam com toda velocidade e peso com 'Wings of Eagles', outra canção que é um verdadeiro massacre, com excelentes riffs, bateria rápida e um grande refrão melódico. O refrão em particular é um dos melhores do Amon Amarth, tão épico em alguns momentos que lembra bandas de power metal, mas de uma maneira viking. A faixa é incrível em todos os sentidos.

12. Into The Dark
‘Into The Dark’ é uma música muito emocional que lida com os sentimentos de Loke sobre sua natureza. Loke é uma figura muito controversa na mitologia Viking. Na verdade, ele tem uma espécie de dupla natureza, uma leal a Odin e Thor e outra que tenta destruir a ordem cósmica do universo. Por essa razão, Amon Amarth escreveu uma canção sobre um deus, Loke, que parece mais um ser humano cheio de dúvidas sobre sua natureza do que uma criatura mitológica clássica com uma fachada bem resolvida. Nesse sentido, Amon Amarth foi um pouco além de suas letras e padrões de conteúdo de costume, a fim de dar ao ouvinte duas interpretações da canção: uma mitológica e outra pessoal, humana.

O álbum fecha com o mini épico “Into the Dark”, uma faixa longa que conta com uma estrutura mais complexa, apresentando uma atmosfera mais melancólica e sombria em comparação ao resto do álbum. A obra começa com alguns elementos sinfônicos, com notas leves de teclado, antes de se estabilizar em um groove agradável, com trabalhos de guitarra leves e melódicos.  Depois de um tempo alguns riffs mais pesados ​​entram em cena. A faixa se transforma em uma música de ritmo muito pesado, com um trabalho de guitarra mais épico e vocais incríveis. A tocha extingue-se lentamente com os teclados que mais uma vez acrescentam um dramatismo extra, alertando-nos que o fim desse belíssimo álbum chegou. É mais uma faixa que consegue um equilíbrio perfeito entre passagens pesadas e melódicas, com Johan sendo mais suave em determinados pontos, e sendo muito intenso em outros. Ou seja, uma música épica e excelente! ‘Into the Dark’ é uma canção com passagem livre para o hall de grandes composições da banda e que nos oferece uma conclusão altamente satisfatória, épica e digna para ‘Berserker’. Uma maneira perfeita de terminar um álbum, mas também com o objetivo de abrir novos caminhos.

Conclusão
O álbum 'Berserker' é definitivamente um dos lançamentos mais enérgicos e consistentes do Amon Amarth. Ele é uma excelente coleção de hinos de batalha que nos mostra uma banda em um ótimo momento e que não dá sinais de desistir tão cedo.

As tentativas da banda de inovar são poucas, então o álbum não vai exatamente surpreendê-lo (você sabe que vai ter muitas músicas rápidas e pesadas, então não é nenhuma surpresa que Berserker forneça mais do mesmo). Também é verdade que Amon Amarth se tornou mais acessível com o passar dos anos e agora até sua irritante irmãzinha de 15 anos pode gostar deles. Embora isso não atrapalhe o álbum, seria interessante ver a banda trazer um pouco mais de variedade para o Berserker.


Só que, dito isso, se faz justo e necessário lembrarmos que se o Amon Amarth vive em uma constante “zona de conforto” é porque seus integrantes sabem exatamente o que seus fãs esperam deles, talvez por isso eles não estão dispostos a cometer erros. E é um mérito deles serem competentes o suficiente para desenvolverem músicas da melhor qualidade dentro de uma proposta usada há 30 anos. E qual é o problema nisso, afinal? Graças a uma “fórmula de sucesso” que eles conseguiram aperfeiçoar ao longo dos anos estes Vikings certamente continuarão a atrair mais fãs de metal extremo, como também aqueles que estão buscando por metal com características mais melódicas. Ao invés de serem criticados, devemos dar reconhecimento a esses caras por continuarem marchando no caminho vitorioso QUE ELES MESMOS demoraram tanto tempo para construir.


Torço para que Berserker seja o disco que colocará o Amon Amarth, já grande, em patamar ainda maior. Talvez Berseker não seja o melhor lançamento de sua carreira, mas tentar decidir qual deles merece esse título é algo difícil (e com o disco em seus primeiros dias, comparar o álbum com seus antecessores é uma grande bobagem). Mas julgado o álbum apenas por seus próprios méritos, Berserker destaca-se como um disco sólido que merece todo o nosso respeito.

Nota
9/10- Excelente
Sistema de Classificação
10/10- Perfeito
9/10- Excelente
8/10- Ótimo
7/10- Muito Bom
6/10- bom
5/10- Mais ou menos
4/10- Decepcionante
3/10- Ruim
2/10- Muito Ruim
1/10- Embaraçoso
0/10- Patético

Músicas
1. Fafner's Gold
2. Quebre o céu
3. Mjölner, Martelo de Thor
4. parede de escudo
5. Valkyria
6. Vôo do Corvo
7. Ironside
8. O Berserker em Stamford Bridge
9. Quando mais uma vez podemos definir nossas velas
10. Skoll e Hati
11. Asas das Águias
12. No escuro


Músicos
Olavi Mikkonen / guitarra
Johan Hegg / vocal
Ted Lundström / bass
Johan Söderberg / guitarra base
Jocke Wallgren / bateria


Gravadora: Metal Blade
Websites: amonamarth.com
Lançamentos em todo o mundo: 3 de maio de 2019



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