Capa do "Berserker", 11º álbum da banda sueca Amon Amarth.
Você não pode falar sobre viking metal
e death metal melódico sem falar do Amon Amarth. Por mais de duas décadas os
talentosos suecos vêm lançando discos de alta qualidade. Amon Amarth não tem
sido apenas uma banda consistente dentro da ampla cena melódica do death metal,
mas também um verdadeiro bando de bardos modernos que de maneira abrangente e poética
lançaram belíssimos relatos musicais sobre a tradição e a história escandinava.
Atualmente, com onze álbuns em sua
carreira, Amon Amarth é uma banda que está sempre mantendo uma lealdade firme
ao nicho estilístico adotado, mas vendo seu som evoluindo em passos graduais, ampliando
os limites do que é possível para uma banda de death metal. Amon Amarth é agora
uma das maiores bandas de metal e eles conseguiram isso entregando um produto
de death metal melódico sobre vikings quase completamente inalterado desde o
debult “Once Sent From The Golden Hall”. Os críticos argumentam que “se você
ouviu um álbum deles é como se você tivesse ouvido toda a sua discografia”.
Essa não é uma afirmação injusta, porém não muito precisa e que a meu ver é
irrelevante. O som da banda é “o mesmo” desde 1998 (dois guitarristas tocam
harmonias de riffs duplos que ressoam com a bateria de Joakim Wallgren e o
baixo de Ted Lundström, completado pelos vocais de Johan Hegg dando seus
melhores gritos e rosnados), no entanto,
a cada novo álbum eles conseguem de alguma maneira lidar com novos territórios
líricos, lançando músicas de um death metal melódico genial, com suas letras
sobre Vikings. Se a música é boa, manter a fórmula é bom para mim. E se a banda
evolui a estética de suas músicas em passos graduais, com ‘Berserker’ eles
demonstraram um pouco mais de ousadia
Após o bem-sucedido “Jomsviking”, os vikings
suecos atacam novamente com seu décimo primeiro trabalho de estúdio intitulado
‘Berserker’, um dos lançamentos de metal mais esperados do ano. E se um novo disco do Amon Amarth sempre gera
em seus ouvintes a expectativa do mais revigorante death metal viking, nesse
sentido, ‘Berserker’ faz jus às expectativas.
Com quase uma hora de duração, Berserker
é o maior disco da banda, em uma média de cerca de 13 minutos. Este disco marca
a estreia oficial do baterista chileno Jocke Wallgren, que se juntou à banda
para a turnê anterior.
Já no início encontramos ótimas
músicas que empolgam, mas o álbum perde folego para se recuperar no final. Enquanto
músicas como “Fafnir's Gold”, ‘Crack The Sky”, “Mjölnir, Hammer of Thor”,
'Shield Wall', “Valkiria” e “Raven's Flight” são possíveis clássicos do Amon
Amarth e que fazem o sangue ferver, “Ironside” e “The Berserker at Stamford
Bridge” fazem o álbum perder o gás. Recuperando o folego no final, o álbum
contém três das melhores músicas do disco, “When Once Again We Can Set Our
Sails”, “Wings of Eagles” e “Into the Dark”. Essas três faixas provavelmente
receberão muito menos atenção porque muitos ouvintes poderão desistir do álbum,
desestimulados pelas faixas anteriormente citadas (em especial ‘Ironside’ que
realmente não entrou no meu gosto), o que é uma pena pois esse trio é realmente
muito bom.
1. Fafner's Gold
Na
mitologia nórdica, Fafnir e seu irmão Regin eram filhos do rei anão Hreidmar e,
quando o pai morreu, morto pelos dois, o primeiro roubou o tesouro e o anel de
Andvari. Depois de ser afetado pela maldição do anel, Fafnir tornou-se um
dragão, símbolo da ganância da mitologia do norte. Regin então pediu a seu
filho Sigurd (ou Sigmund) para matar seu tio com a espada Gramm, e ele ganhou
poderes não naturais depois que ele se banhou no sangue do dragão. Uma vez
descoberto que seu pai também queria matá-lo (para não compartilhar a herança
de Hreidmar), Sigurd decapitou Regin e escondeu o anel em algum lugar seguro. A
música é sobre a missão de matar Fáfnir, e o título refere-se ao seu tesouro de
ouro que ele mantém. Essa história é frequentemente citada como uma das
principais influências para ‘O Hobbit’ de Tolkien.
Ainda que não seja uma característica
da banda usar guitarras acústicas, a música de abertura ‘Fafner's Gold’ começa
com uma introdução acústica, um recurso quase inédito no catálogo de Amon
Amarth (indicando imediatamente aos ouvintes que isso não será como qualquer
outro disco), uma espécie de “reinterpretação viking metal” da introdução da
clássica ‘Battery’, primeira faixa do álbum ‘Master Of Puppets’ do Metallica. A
música inicia solenemente tocada com um violão que cria uma atmosfera épica,
que posteriormente culmina com uma explosão de riffs típicos do deth metal melódico
e os rosnados únicos de Johan Hegg. É uma das faixas mais rápidas no disco. A
música segue cuidadosamente a receita que fez a banda ser tão bem-sucedida e
que ainda funciona perfeitamente, tornando ‘Fafner's Gold’ um clássico
instantâneo.
2. Crack The Sky
A música conta a história de como os
povos nórdicos pensavam em raios e trovões. Eles acreditavam que quando as
tempestades ocorriam pelo céu, era Thor (o Deus do Trovão na mitologia nórdica)
em sua carruagem puxado por Tanngrisnr e Tanngnjost (os dois bodes que puxavam
a carruagem de Thor) que estava correndo para derrotar o Jotunnr (em português “gigantes”, uma raça mitológica com força sobre-humana e que
sempre se manifestavam em oposição aos deuses). O raio foi o Mjöllnir (martelo
de Thor) sendo lançado, e o trovão era o som de Mjollnir atingindo seu alvo.
'Crack the Sky' soa como uma mistura
de Mastodon com power metal. É uma música com muitos riffs, todos carregados
com muito groove (o riff de abertura nos faz lembrar do clássico “The Pursuit
of Vikings”). No geral são riffs que ficarão preso na sua cabeça por dias e
provocarão uma sensação rítmica incrível que fará você bater cabeça.
Estruturalmente falando, a música parece um tanto plana e repetitiva para o meu
gosto, mas ainda é sólida como uma rocha.
3. Mjölner, Hammer Of Thor
Na mitologia nórdica, Mjølner (em
português: aquilo que esmaga) refere-se ao martelo do deus Thor, um deus filho
do principal deus nórdico Odin (Pai de todos) associado com o trovão. Talhado
de forma bem característica, o instrumento é representado como uma das armas
mais temíveis, capaz de aplanar montanhas. Svartálfar (ou “elfos negros” são
seres sobre-humanos, conhecidos como residentes do mundo subterrâneo de
Svartalfheim), Sindri e Brokk (dois irmãos da raça dos anões) produziram o
Mjølner por ordem de Loki (deus da trapaça e da travessura, que também está
ligado à magia e que pode assumir a forma que quiser). Mjølner teria sido
criado pelos filhos de Ivaldi (os filhos de Ivaldi são três anões, cujo nomes
são desconhecidos) numa aposta contra o deus Loki. Na mitologia nórdica os
trovões seriam Thor usando seu martelo (sendo esse o motivo de ele ser chamado
de deus do trovão). O Mjölnir é tão pesado que só Thor, com sua força
gigantesca e usando o cinto Megingjard consegue levantá-lo. O martelo também é
o símbolo da força para os nórdicos, e se acredita que quem carrega um consigo
terá força e boa sorte. Por isso, era costume entre os atiradores de martelos
levar um pingente na forma do Mjølner para as competições e batalhas,
acreditando que Thor iria ajudá-los.
Começando com a batida de uma bigorna,
essa música de 4min42s nos mostra tudo que a banda tem melhor: temas líricos
impressionantes, música incrível e vocais incríveis. Com 'Mjolner, Hammer of
Thor', eles exploram um som mais próximo do heavy metal tradicional, com
melodias e ritmo contagiantes do começo ao fim, além de um ótimo trabalho de
guitarra de Olavi Mikkonen e Johan Söderberg. Um hino massivamente cativante
com seu ataque de guitarra dupla, soando como uma música do Iron Maiden, embora
com os vocais que são marca registrada do Amon Amarth. 'Mjolner, Hammer of
Thor' é uma faixa emocionante, onde notamos um equilíbrio incrível na
composição que permite que a música seja ao mesmo tempo brutal e cativante.
Esta é a fórmula que deu à banda tanto sucesso e eles a aperfeiçoaram. Uma das
melhores música do álbum
4. Shield Wall
A letra é sobre o companheirismo e o
trabalho em equipe usados pelos vikings na formação de uma parede de escudos.
Em geral, uma parede de escudos era feita por soldados que estavam em formação
ombro a ombro, segurando seus respectivos escudos de modo que se aproximassem
ou se sobrepusessem. Cada soldado se beneficia da proteção do próprio escudo,
bem como dos escudos de seus vizinhos.
Temos a impressão de que 'Shield Wall'
foi feita de maneira pensada para que seus ouvintes se sentissem estingados a
bater cabeça durante os shows. Incluindo interessantes mudanças de intensidade
através do seu desenvolvimento, uma bateria que nos prepara para uma batalha, o
baixo esmagador, os riffs sanguinários e o refrão forte, 'Shield Wall' fará os
metaleiros suados enlouquecerem nos shows e fará com que os seus gritos saiam
mais alto de seus pulmões. Resumindo,
essa música é uma amostra clara e honesta do porquê essa banda ser tão popular
entre nós.
5. Valkyria
A palavra valquíria é composta de duas
palavras: o substantivo valr (referindo-se ao morto no campo de batalha) e o
verbo kjósa (que significa “escolher”). Juntos eles significam 'escolha dos
mortos'. Na mitologia nórdica, uma valquíria é uma das inúmeras figuras
femininas que escolhem aqueles que podem morrer em batalha e aqueles que podem
viver. Selecionando metade dos que morreram em batalha (a outra metade vai para
o campo de pós-vida da deusa Freyja, Fólkvangr), as valquírias trazem seus
escolhidos para o salão da vida, em Valhalla.
A canção 'Valkyria' é um hino de
batalha completo e uma das sérias candidatas a se tornar um “clássico” na
vencedora e rica discografia do Amon Amarth. Do ponto de vista instrumental se
destaca como uma das partes mais inspiradas do álbum, incluindo uma entrega
épica de tensão em seu ótimo trabalho de guitarra, uma bateria forte e
marcante, interessantes arranjos de baixo e um dramático piano. Uma música
impecável, perfeita em todos os sentidos.
6. Raven's Flight
A música fala sobre a guerra entre o exército
do rei Aelle (o rancoroso e vingativo rei da Nortúmbria) e o exército Viking,
guiado pelos filhos de Ragnar Lothbrok, que estão procurando vingança pela
morte de seu pai.
'Raven's Flight' foi o primeiro single
de “Berserker” e nos deu uma boa ideia do que poderíamos esperar deste
lançamento: uma mistura perfeita entre técnica, brutalidade e melodia,
apresentando um festival de guitarras inspiradas no Iron Maiden. Nela
encontramos Johan Hegg entregando uma das linhas vocais mais cativantes do
álbum. É improvável que depois de algumas audições você ouça a música e não
goste dela. ‘Raven's Flight’ é um petardo que merece a sua atenção.
7. Ironside
Essa música é sobre o lendário Bjorn
Ironside. Supostamente o filho do famoso rei viking Ragnar Lothbrok, essa
música é toda sobre sua lenda. Não se sabe se Bjorn Ironside era filho de
Ragnar, mas ele foi o primeiro governante da dinastia Munso.
A música começa com notas suaves e com
uma introdução folclórica de guitarras limpas, para em seguida se converter em
um peso caótico. Mesmo diante da mudança, “Ironside” segue uma estrutura
igualmente simples, com um incomodo Johan Hegg cantando em cima dos riffs. Em
um dado momento ouvimos brevemente os vocais limpos do Johan, mas o resultado
não ficou muito bom, isso só prova que ele deveria ficar somente com os vocais
guturais. A meu ver, claramente o ponto mais baixo e menos inspirado do álbum.
8. The Berserker At Stamford Bridge
Os berserkers foram guerreiros
nórdicos ferozes que estão relacionado a um culto específico ao deus Odin. O
deus superior Odin e o deus da guerra Tyr escolheram os guerreiros mais
corajosos em batalhas humanas para possuírem e imbuírem, apelidando-os de
Berserker. Antes de qualquer batalha eles despertavam em uma fúria
incontrolável. E a música é sobre quando o exército inglês de 15.000 homens
desceu sobre as forças invasoras Vikings que contava com cerca de 3.000 homens.
Os vikings tiveram que recuar sobre a Ponte Stamford, mas os ingleses estavam
muito próximos. Para evitar que os ingleses cruzassem a ponte, eles enviaram um
berserker sem nome conhecido que portava apenas um machado dinamarquês. O
berserker fez isso para permitir que os exércitos vikings tivessem tempo
suficiente para recuar e estabelecerem nova posição de batalha. O valente
berserker foi finalmente derrubado, mas não sem antes derrubar outros 40 ou 70
ingleses.
Com essa canção a banda desacelera um
pouco o ritmo do álbum. A música apresenta um tom mais introspectivo. 'The
Berserker em Stamford Bridge’ está longe de ser uma música ruim, é boa, mas tão
pouco se apresenta como uma das melhores desse álbum cheio de músicas
excelentes. (edit: ela melhora no decorrer das audições).
9. When Once Again We Can Set Our
Sails
'When Once Again We Can Set Our Sails
é outra faixa épica. Uma música muito bem elaborado que você vai adorar desde a
primeira audição. A música é um pouco mais veloz, mas ainda bastante leve e que
se move em um ritmo agradável, contando ainda com um excelente refrão. Ela é cheia de emoção crua. Os vocais, a
guitarra, o baixo e a bateria se juntam tão maravilhosamente que não posso
deixar de sentir arrepios seguidos de mais arrepios quando ouço isso. Visões de
navios vikings enchem minha mente enquanto a voz trovejante de Johan Hegg nos
lembra de tudo que os vikings viviam, navegando em mar aberto em busca de
glória e bens, enquanto seguiam seu objetivo final de alcançar Valhalla.
Ela possui um maravilhoso efeito de
guitarra “maideniana”, com ótima melodia e com bons solos. Temos aqui um dos
riffs mais irresistíveis do álbum, que é tão viciante quanto memorável. Ainda
que não seja necessariamente o estilo típico Amon Amarth, os ótimos riffs e as
belas melodias se encaixam muito bem na composição, ajudando a manter o ritmo
do álbum. Enfim, uma faixa dominada pelo trabalho de guitarra melódico e pelos
vocais épicos. Minha faixa favorita do álbum e um provável hino da banda.
10. Skoll And Hati
Skoll e Hati se baseiam nos lobos
cósmicos que dizem manter o sol e a lua em movimento ao redor da Terra
(representação que os escandinavos da era nórdica têm para entender a sucessão
do dia para a noite e do dia a dia), e a recuperação deles e a ingestão do Sol
sinalizarão o começo do fim, Ragnarok!
Nas faixas finais do álbum o peso
começa a subir novamente. E “Skoll and Hati” é uma faixa rápida e furiosa, com
algumas guitarras muito fortes, apresentando riffs inspirados no thrash metal,
uma bateria frenética e vertiginosa, além de vocais intensos. Ainda que seja
uma música em alta velocidade, ela apresente uma queda de ritmo no meio da
composição, seguida de uma ascendência fluida no trabalho de guitarra, nos
submergindo em uma melodia que é absolutamente envolvente, mesmo em meio a todo
o sangue e trovão que nos rodeia. Esse tipo de faixa rápida e agressiva, mas
que ainda tem algumas melodias incríveis, é justamente onde a banda mais se
destaca. Estamos diante de uma música com um estilo mais surrado, mas sem perder
a essência dos sons de Amon Amarth.
Tomara que toquem ao vivo, pois dará um ótimo mosh pit.
11. Wings Of Eagles
A música fala sobre a saga islandesa
medieval ‘Grœnlendinga saga’ (literalmente: Saga dos Groenlandeses). Se trata
de uma narração da descoberta e colonização da Groenlândia e da América do
Norte pelos escandinavos nos séculos X e XI, provavelmente escrita na Islândia
no século XIII.
Aproximando-se do final do álbum, os
guerreiros nórdicos nos atacam com toda velocidade e peso com 'Wings of
Eagles', outra canção que é um verdadeiro massacre, com excelentes riffs,
bateria rápida e um grande refrão melódico. O refrão em particular é um dos
melhores do Amon Amarth, tão épico em alguns momentos que lembra bandas de
power metal, mas de uma maneira viking. A faixa é incrível em todos os
sentidos.
12. Into The Dark
‘Into The Dark’ é uma música muito
emocional que lida com os sentimentos de Loke sobre sua natureza. Loke é uma
figura muito controversa na mitologia Viking. Na verdade, ele tem uma espécie
de dupla natureza, uma leal a Odin e Thor e outra que tenta destruir a ordem
cósmica do universo. Por essa razão, Amon Amarth escreveu uma canção sobre um
deus, Loke, que parece mais um ser humano cheio de dúvidas sobre sua natureza
do que uma criatura mitológica clássica com uma fachada bem resolvida. Nesse
sentido, Amon Amarth foi um pouco além de suas letras e padrões de conteúdo de
costume, a fim de dar ao ouvinte duas interpretações da canção: uma mitológica
e outra pessoal, humana.
O álbum fecha com o mini épico “Into
the Dark”, uma faixa longa que conta com uma estrutura mais complexa,
apresentando uma atmosfera mais melancólica e sombria em comparação ao resto do
álbum. A obra começa com alguns elementos sinfônicos, com notas leves de
teclado, antes de se estabilizar em um groove agradável, com trabalhos de
guitarra leves e melódicos. Depois de um
tempo alguns riffs mais pesados entram
em cena. A faixa se transforma em uma música de ritmo muito pesado, com um
trabalho de guitarra mais épico e vocais incríveis. A tocha extingue-se
lentamente com os teclados que mais uma vez acrescentam um dramatismo extra,
alertando-nos que o fim desse belíssimo álbum chegou. É mais uma faixa que
consegue um equilíbrio perfeito entre passagens pesadas e melódicas, com Johan
sendo mais suave em determinados pontos, e sendo muito intenso em outros. Ou
seja, uma música épica e excelente! ‘Into the Dark’ é uma canção com passagem
livre para o hall de grandes composições da banda e que nos oferece uma
conclusão altamente satisfatória, épica e digna para ‘Berserker’. Uma maneira
perfeita de terminar um álbum, mas também com o objetivo de abrir novos
caminhos.
Conclusão
O álbum 'Berserker' é definitivamente
um dos lançamentos mais enérgicos e consistentes do Amon Amarth. Ele é uma
excelente coleção de hinos de batalha que nos mostra uma banda em um ótimo
momento e que não dá sinais de desistir tão cedo.
As tentativas da banda de inovar são
poucas, então o álbum não vai exatamente surpreendê-lo (você sabe que vai ter
muitas músicas rápidas e pesadas, então não é nenhuma surpresa que Berserker
forneça mais do mesmo). Também é verdade que Amon Amarth se tornou mais
acessível com o passar dos anos e agora até sua irritante irmãzinha de 15 anos
pode gostar deles. Embora isso não atrapalhe o álbum, seria interessante ver a
banda trazer um pouco mais de variedade para o Berserker.
Só que, dito isso, se faz justo e
necessário lembrarmos que se o Amon Amarth vive em uma constante “zona de
conforto” é porque seus integrantes sabem exatamente o que seus fãs esperam
deles, talvez por isso eles não estão dispostos a cometer erros. E é um mérito
deles serem competentes o suficiente para desenvolverem músicas da melhor
qualidade dentro de uma proposta usada há 30 anos. E qual é o problema nisso,
afinal? Graças a uma “fórmula de sucesso” que eles conseguiram aperfeiçoar ao
longo dos anos estes Vikings certamente continuarão a atrair mais fãs de metal extremo,
como também aqueles que estão buscando por metal com características mais
melódicas. Ao invés de serem criticados, devemos dar reconhecimento a esses
caras por continuarem marchando no caminho vitorioso QUE ELES MESMOS demoraram
tanto tempo para construir.
Torço para que Berserker seja o disco
que colocará o Amon Amarth, já grande, em patamar ainda maior. Talvez Berseker
não seja o melhor lançamento de sua carreira, mas tentar decidir qual deles
merece esse título é algo difícil (e com o disco em seus primeiros dias,
comparar o álbum com seus antecessores é uma grande bobagem). Mas julgado o
álbum apenas por seus próprios méritos, Berserker destaca-se como um disco
sólido que merece todo o nosso respeito.
Nota
9/10- Excelente
Sistema de Classificação
10/10- Perfeito
9/10-
Excelente
8/10- Ótimo
7/10- Muito Bom
6/10- bom
5/10- Mais ou menos
4/10- Decepcionante
3/10- Ruim
2/10- Muito Ruim
1/10- Embaraçoso
0/10- Patético
Músicas
1. Fafner's Gold
2. Quebre o céu
3. Mjölner, Martelo de Thor
4. parede de escudo
5. Valkyria
6. Vôo do Corvo
7. Ironside
8. O Berserker em Stamford Bridge
9. Quando mais uma vez podemos definir nossas velas
10. Skoll e Hati
11. Asas das Águias
12. No escuro
Músicos
Olavi
Mikkonen / guitarra
Johan
Hegg / vocal
Ted
Lundström / bass
Johan
Söderberg / guitarra base
Jocke
Wallgren / bateria






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